A Empresa Construtora Brasil (ECB) está em vias de ser 100% detida pelo grupo português de infraestruturas Mota-Engil, que tem entre os principais accionistas a chinesa CCCC.
A construtora portuguesa liderada por Carlos Mota Santos, que já detém 50% da ECB, sexta maior empresa brasileira do sector, pretende ficar com a metade remanescente e que pertence à família Rezende, avançou a Globo.
A ECB opera no setor da construção, como infraestruturas rodoviárias, mineiras industriais e ferroviárias, manutenção urbana e saneamento, barragens, entre outras.
Fundada em 1945, a ECB está sediada em Belo Horizonte e, ao longo das últimas décadas, foi responsável por obras como o Aeroporto de Londrina (Paraná), parte da Ferrovia Carajás, encomendada pela Vale no Pará.
A ser bem-sucedida, esta aquisição da ECB retira os Rezende de cena e a cotada portuguesa fica com 100% deste negócio que fatura cerca de EUR 250 milhões e que se encontra logo atrás da OEC (antiga Odebrecht) e da Acciona em termos de quota de mercado no país.
A subsidiária da Mota-Engil no Brasil adquiriu em 2012 uma participação maioritária na ECB por 52,6 milhões de reais (EUR 19,4 milhões) e acordou a injeção de parte desse valor na sociedade através de aumento de capital.
O objetivo foi a expansão internacional para acelerar o crescimento da empresa e aumentar o contributo do mercado brasileiro para o volume de negócios na América Latina.